
Já era madrugada, e os sons da lâmpada fluorescente, do contador Geiger e do ar-condicionado preenchiam o laboratório.
Ela macerava os pedaços de gordura para extrair um bom material e os limpava com fenol/clorofórmio. Pediu para eu alcançar um bocado de Nitrogênio líquido para armazenar as amostras.
Nossa pesquisa sobre regeneração do tecido humano utilizando células modificadas de répteis e anfíbios foi considerada revolucionária por todos. E eu não estava nem um pouco preocupado com isso, ou com a solução dos problemas paraplégicos.
Na verdade, para mim era mais fácil brincar de Deus com material biológico e radioativo do que fazer parte dessa brincadeira insana de competição animal. E era isso que eu era, e dessa forma que me sentia... . No meio daquelas fotos em ultravioleta, enxergava um meio... Um fim talvez.

Eu e ela sozinhos, meus olhos escondidos em óculos embaçados e os dela atrás das lentes de plástico orgânico.
Ela escolhe a serpente mais peçonhenta para retirar uma amostra,
continua...


Um comentário:
e agora???? Assim nao dá conte de uma vez! "Cuanta intriga"!
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