
Quando olhamos para as estrelas, estamos observando o passado... Lembro de ouvir muito essa frase quando era pequeno, mas até então não entendia o que isso significava. Nas entrelinhas dessas palavras se escondem constantes de velocidade, medidas de espaço-tempo e uma profunda e desconcertante reflexão sobre o nosso lugar. Habitantes de um planeta, num pequeno sistema solar, no braço de uma galáxia em espiral, entre milhares de outras.
Olhamos para o passado, pois a luz de uma estrela percorre uma velocidade constante, a velocidade da luz, + ou – 300,000 km/s, e a distancia é medida em anos-luz (um ano-luz corresponde a 9,5 trilhões de km), ou seja, uma estrela que se encontra a 4,2 anos-luz, como a Próxima Centauri, uma anã vermelha do sistema Alfa Centauri, a segunda mais próxima da Terra, depois do Sol, a observamos como ela era há 4,2 anos atrás.
Somos atraídos pelo céu estrelado numa noite limpa, diversas constelações charmosas ostentam heróis mitológicos, aqui, o cinturão de Órion, é conhecido como as “Três Marias”, onde sua estrela mais brilhante que seriam as pernas do herói, Rigel, se destaca das demais, na constelação próxima Canis majoris( cão maior) a estrela Sirius também se exibe, na época em que foram denominadas, a maioria pelos antigos gregos, acreditava-se que o céu era imutável, que o universo girava em torno da Terra, e as estrelas eram alcançáveis, somente pontos no céu... Hoje em dia sabemos que a maioria das estrelas estão distantes, e são gigantes de plasma, o quarto estado da matéria, que funcionam através da fusão nuclear do hidrogênio, que percorrem um caminho evolutivo, assim, o universo como conhecemos é básico e naturalmente regido por forças nucleares e se encontra em constante mudança.

Qual é a nossa ligação com as estrelas? Será que existe alguma?A maioria das pessoas acredita em astrologia, que a posição dos astros, planetas, realmente influencia em suas vidas e relacionamentos, não passam um dia sem consultar o seu horóscopo diário... Faz tempos que não dou uma olhada no que se passa com o meu signo Aquário...
Felizmente não há nada que comprove isso, e particularmente, não curto a idéia de que não tenho o controle sobre a minha vida...
Mas, na verdade há uma forte ligação, que muitas pessoas desconhecem, muito mais importante e crucial, o nosso Planeta, e seus milhares de “inquilinos” existem devido a uma estrela, que não é o Sol, uma estrela muito mais “pesada” (massiva) e antiga, que já não existe mais, somente a poeira que dela restou... Uma Supernova.
Entre vários tipos de estrelas, tivemos a sorte dessa classe de estrela, chegar ao seu fim, ela colapsou, emitindo energia equivalente a todo universo, expelindo os elementos formados no seu núcleo, há bilhões de anos atrás. Toda a tabela periódica é sintetizada, numa verdadeira alquimia, no núcleo dessa estrela, conforme a sua massa, ela adiciona prótons ao núcleo de um átomo, formando os diferentes elementos... O oxigênio da fotossíntese, o carbono dos nossos corpos, osilício das areias da praia, o ferro do nosso sangue, tudo isso foi sintetizado numa estrela...
Talvez seja por isso, que compartilhamos uma paixão silenciosa e o respeito pelos astros. A “morte” de uma estrela foi responsável pela nossa existência, e num futuro distante, o fim de outra, o Sol, será responsável pela nossa destruição, se ainda estivermos por aqui...
*tela por David Kontra;
"Insolence and ignorance shown by others can be the best fuel for fierce determination."
-David Kontra


2 comentários:
Realmente... Cientificamente falando, o nosso surgimento e a nossa destruição é de uma dependência "estelar", não é primo?
Parabéns pelos textos e poemas originais e inspiradores!
Fiquei muito feliz em saber que tenho um primo escritor!!!
Bjs da mãe dos gêmeos...
foi-me basante prudente te ouvir antes dos soluços brancos, os quais prendi.
a outra parte-me, que tanto vejo-te, me escapa feito fumaça cinza dos dias.
aguço os sentidos, aumento o riso para abafar ainda os soluços ínfimos.
mas é bonito te ver assim.
le ler
e pensa na poeira que gruda no suor e vira sebo que tampa poros e nos alarma à lama cósmica.
por isso,
decorrido esses dias corridos,
venho lembrar-te
de que lhe há braços meus!
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